quarta-feira, 28 de março de 2012

Uma homenagem a Millôr Fernandes

Genial artigo do escritor


Militares, nunca mais !
(Millôr Fernandes) 

Ainda bem que hoje tudo é diferente,temos um PT sério, honesto e progressista.
Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo.
Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças :

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.


Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia.
  
Para apressar logo o fim do chamado"ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja  mundial. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos.

O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados.

Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, sequestros de diplomatas .. . ninharias que qualquer delegado de polícia resolve. Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões. Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.
Depois que entregaram a administração desses órgãos aos civis. Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos:

"Militar no poder, nunca mais!!!", exceto os domesticados.

2 comentários:

Anônimo disse...

om seu humor irreverente, sempre um tom acima do que seriam às conveniências do establishment, Millôr pontuou durante o tempo que durou o regime militar no Brasil e ainda depois dele – ao lado de chargistas, teatrólogos e jornalistas de oposição – o que havia de risível e grotesco na farsa jurídica e parlamentar que mantinha o poder em mãos de militares.

A ditadura, como se sabe hoje, poderia ter acabado antes não fosse o pacto que uniu setores diversos da sociedade bem estabelecida, meios de comunicação e políticos para impedir a perda atabalhoada de controle sobre um Estado moldado aos interesses de manda-chuvas.

A fórmula da transição “lenta gradual e segura”, urdida para impedir que líderes de movimentos populares – como Lula da Silva – chegassem ao poder não foi ideia solitária do estrategista da ditadura Golbery do Couto e Silva, mas acordo explícito celebrado entre militares, parlamentares da oposição consentida e o comissário das telecomunicações no Brasil e dono das Organizações Globo, Roberto Marinho.

Foi esse o divisor de águas – a admissão do gradualismo na transferência de poder aos civis – que distinguiu, nos vinte anos que vão das greves do ABC ao impeachment de Collor, o humor feito para servir de instrumento ao avanço das lutas democráticas e o humor concebido como recurso de fragilização dos movimentos sociais e de ridicularização de manifestações culturais de oposição ao regime.. (copiado do blog imperdível do Luis Nassif)



Recentemente, escrevi um post em que discutia sobre a existência de uma onda conservadora no Brasil. Antes de abordar dois casos lamentáveis inscritos nesse conservadorismo que se explicita cada vez mais, vou tentar esboçar uma breve definição. Entendo o conservadorismo, na nossa sociedade ocidental, como uma feição cultural - de implicações políticas relevantes - atrelada à manuntenção, à conservação, de valores historicamente construídos, como o machismo, a homofobia, o preconceito de classe, o preconceito étnico, um apego nostálgico à cristandade (o tempo em que a Igreja se confundia com o Estado e impunha seus valores a todos os setores da sociedade) e, como conseqüência, um medo da emergência de posturas políticas desconstrutoras de alguns dos valores que se quer conservar, bem como em relação às suas implicações legais e políticas (e que não traz ou garente felicidade ou iaprimoramento...). .
Gente Mentirosa

Gente que mente, distorce, inventa e calunia
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Militares no poder? Millôr Fernandes
Esse é o título de um texto patético que circula por aí enaltecendo as pontes que a ditadura militar construiu. Foi escrito por um anselmo qualquer e atribuído ridiculamente a Millôr Fernandes.


Evidências não seriam necessárias, já que é preciso ser uma besta para acreditar que Millôr escreveria isso, mas aqui estão:

Clique na imagem para AMPLIAR
Texto defendendo a ditadura falsamente atribuído a Millôr Fernandes

António Jesus Batalha disse...

Suas mensagens são muito boas e vir a seu blog é uma benção.Dou-lhe os parabéns e continue nessa sua força trazendo a cada dia essas mensagens gratificantes de edificação, consolação e exortação. É este o alvo da nossa vida, incentivar a continuar a nossa caminhada pelas veredas da luz, com alegria falando das maravilhas do nosso Salvador. Que sua vida brilhe mais e mais a cada dia. Se desejar fazer parte de meus amigos virtuais é só clikar. Faça-o de forma a que possa seguir também seu blog. As minhas cordiais saúdações em Cristo Jesus.