quarta-feira, 16 de julho de 2014

Crítica a uma parábola de mau gosto ou o esquerdismo bocó religioso do púlpito cristão

Li uma parábola publicada ontem no blog Púlpito Cristão e perdi a paciência. A propósito, paciência não costuma ser uma virtude que dispenso a esquerda evangélica. Como estamos em uma democracia (para desgosto de marxistas, socialistas e petistas) tomei a liberdade para reproduzir o texto aqui. Em seguida fiz um comentário breve naquele blog e para minha surpresa ele foi publicado.

Abaixo a parábola cuja bizarrice foi camuflada com estética da religião. A metáfora comete erros históricos, não sei se por falta de informação do autor ou por ele ser mau caráter mesmo. Na dúvida prefiro crer na primeira hipótese.

Em seguida reproduzo os comentários que postei; são curtos, apenas para uma breve reflexão que possa estimular o leitor a pesquisar e analisar a história sem obscurantismos.

Vamos lá!





Por Leo Gonçalves



Eis que dentre a multidão, se levantou certo sionista e perguntou a Jesus: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?


Jesus lhe disse: “Que está escrito na lei? Como você a interpreta?” 

Ele respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças, com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. E o Senhor lhe disse: “Você respondeu corretamente, faça isso e você viverá”. Mas ele, querendo justificar a si mesmo, perguntou novamente: “Mas quem é o meu próximo?” Então Jesus contou-lhes uma parábola que dizia:

Certo homem saia de Jerusalém e se dirigia à Faixa de Gaza, quando caiu na mão dos salteadores. Estes roubaram tudo o que ele tinha, lhe deram uma surra e o deixaram quase morto. Ocasionalmente, passava por ali um sionista estadounidense, o qual vendo-o, passou de longe. Depois disso, passou por ali um pastor dispensacionalista, que vendo o homem ferido, se afastou dele. Finalmente apareceu um palestino, o qual vendo-o, se moveu de íntima compaixão. Aproximando-se, prestou-lhe os primeiros auxílios, limpou-lhe as feridas, colocou o desconhecido em seu carro e o levou à casa de uns amigos. Tendo cuidado dele toda a noite, como precisava partir, entregou 3 mil shaqalins ao dono da casa e lhe disse: “Por favor, cuide dele, e se você tiver alguma outra despesa, te pagarei quando voltar”.

Então Jesus, dirigindo-se a multidão que estava composta por sionistas, evangélicos dispensacionalistas, membros do conselho da ONU, e muitos judeus, perguntou: “Qual destes parece que foi o próximo do homem que foi assaltado?” 

Então o sionista, bastante contrariado, disse: “Foi o palestino”.
Jesus então lhe disse: “Vai e faça da mesma maneira!”

Neste momento os sionistas que estavam entre a multidão começaram a gritar: “Os palestinos são todos terroristas! Eles devem ser eliminados da face da Terra!”. Os pastores dispensacionalistas alçaram seus mapas do “plano divino” e começaram a dizer: “Israel é o dono legitimo desta terra! Eles tem o direito divino de expulsar seus inimigos”. Os membros da ONU, por sua vez, fizeram caso omisso a tudo o que estava acontecendo.

E foi então que os judeus começaram a dizer: “Quem é este que diz blasfêmias? Crucifiquem-no! Crucifiquem-no! Crucifiquem-no!”

***


  


1 comentário

Desculpe invadir seu espaço. Nem precisa publicar. Ridícula a sua ironia esquerdista anti-americana e antisionista. Estude o conflito árabe-israelense, o islã e descubra quem quer varrer determinada nação do mapa. Por acaso são os líderes judeus que sempre declararam o desejo pelo extermínio das nações árabe-muçulmanas? Em mais de 60 anos de conflito quem sempre foi o atacado e quem mais contratacou? Ou se defendeu? Qual país foi o mais agredido? Que eu saiba na Guerra dos Seis Dias em 1967 eram 5 nações árabes contra Israel; 3 milhões de soldados antisionistas contra 500 mil judeus. Resultado? Israel humilhou os exércitos inimigos e ocupou as Colinas de Golã para se PROTEGER. Se não tivesse feito isso teria sido exterminado. Quis devolver a região alguns anos depois contanto que seus vizinhos reconhecessem a existência do estado israelense. Os árabes, incluindo Arafat, preferiram declarar seu ódio e desejo de pulverizar Israel, a única democracia da região. Vc pode ler e carregar sua Bíblia em Israel sem risco de punição. Tente fazer isto num país muçulmano e será morto. Cristãos são mortos aos milhares em países (que vc parece querer inocentar) simplesmente por crerem em Cristo. É um genocídio. Onde estão os grupos terroristas Hamás e Fatah? Quem envia homens-bomba para assassinar inocentes? Quem lança foguetes contra Israel e usa a população civil como escudo? Quem matou os 3 jovens que provocou a mais recente crise. Israel não deve reagir? A Onu? Historicamente as sanções da ONU e reprovação mundial sempre recaíram sobre Israel. Vc está desinformado. Uma sugestão: leia Bernard Lewis. Me surpreenderei se vc publicar meus comentários. Não publicá-los é um direito seu. Mas, pelo menos, procure se informar! Mais: alimentar antissemitismo é pecado. Na sua piada macabra vc acha que representou bem os palestinos como bons samaritanos? Ridículo!!!

Fonte: http://www.pulpitocristao.com/2014/07/parabola-do-bom-palestino.html 

Acrescento: é impressionante o poder de ideologias para perverter o  caráter. O autor do texto demoniza até pastores dispensacionalistas como se estes incentivassem a violência na região do Oriente Médio. Sim, eles crêem que a terra pertence a Israel por causa da Aliança Palestina fundamentada na promessa veterotestamentária de Deus a Abraão acerca da terra prometida. E de fato eles são coerentes porque não há nenhum texto, nenhum versículo em toda a Bíblia afirmando que essa aliança em específico foi revogada. Quanto à guerra, a postura dos dispensacionalistas segue a orientação de um salmo: "Orai pela paz de Israel"!  

Na horrível parábola judeu não presta, americano não presta, dispensacionalista não presta, mas palestino presta. Creio que fica subtendido que só quem presta também é amilenista, calvinista, adepto da romanista teologia da substituição e da teologia do pacto.   O autor do texto em questão mais se assemelha ao religioso do início da parábola que começou a questionar a Jesus.

Sandro Moraes

Um comentário:

Anônimo disse...

Excelente observação, meu caro Sandro. Infelizmente, a esquerda evangélica tem dominado a blogosfera dita "cristã", com uma prédica estúpida de inversão da verdade. Infelizmente, com o analfabetismo bíblico e cultural que grassa na igreja evangélica, é fácil atrair prosélitos para a "causa" esquerdista. Basta ver como a TMI acabou por se tornar o elo entre a igreja e os partidos de esquerda. A meu ver, o avanço da teologia calvinista de um lado e a tal visão celular de outro, cada um a seu modo, acabaram por permitir o ingresso de tais ideologias no arraial evangélico. Basta ver que os principais sites evangélicos esquerdistas são calvinistas. Por outro lado, o fim da teologia, promovido pelas igrejas em células, tiraram dos cristãos a interpretação ortodoxa das escrituras e abriram espaço para interpretações alegóricas, místicas e intimistas, onde cada um tem uma interpretação particular dos textos bíblicos. É justamente nestes "espaços mentais e espirituais" que, creio eu, a TMI entra como preenchimento. É claro que esta é apenas uma análise superficial dos fatos, mas creio que estas sejam as linhas mestras para uma discussão mais aprofundada.

Abraços!

Ismael Viana