sábado, 29 de maio de 2010

LENDO A PREDESTINAÇÃO COM AS LENTES DA PRESCIÊNCIA


“Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade...”.

“Nele fomos também escolhidos tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade” (Ef 1.4,5;11).


Os três versículos supracitados formam a base clássica calvinista para assegurar que Deus, em Sua inquestionável soberania, já escolheu alguns para receberem o céu por prêmio, e os demais eleitos para a exclusão desse céu, predestinados ao inferno.

Tais afirmativas focadas em textos isolados levam invariavelmente a conclusão de que a Bíblia é contraditória. Como conciliar tais declarações acima com os versículos que indubitavelmente afirmam que o Pai celeste não faz acepção de pessoas, que nEle não há parcialidade, ou com os textos que dizem que Deus ama a todos os homens e não quer que nenhum se perca, que Deus ofereceu gratuita e graciosamente a salvação ao mundo inteiro?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O DEUS DO APARTHEID

Como é possível Deus amar a todos e escolher alguns para salvar?

Parece uma pergunta absurda? Mas traduz precisamente uma das implicações de uma (in)compreensão das Escrituras de uma corrente teológica que voltou com ímpeto nos últimos tempos nos EUA para ser o centro de ardorosos ou mesmo odiosos debates: a predestinação calvinista. 

Vociferam os proponentes desse movimento chamado calvinismo que Deus, antes da existência dos seres humanos ou mesmo do universo, predestinou alguns para a vida eterna, tendo excluído os demais, os destinando à perdição eterna: uma imortalidade cujo principal sofrimento reside na própria separação do criador. A base para a eleição dos favoritos é a soberania divina, que jamais pode ser questionada, apenas aceita rigorosa e cegamente. Afinal, pode o vaso questionar o Oleiro? Até mesmo o mais fervoroso ateu consideraria tal proposição uma incoerência filosófica, tendo em vista a idéia de um Deus justo, amoroso e perfeito; uma incompatibilidade conceitual com um Deus que não faz acepção de pessoas, conforme propagado pelos cristãos e de acordo com a própria descrição do caráter dEle nas Escrituras. Os calvinistas costumeiramente defendem de modo ferrenho e até extremado suas convicções. Sofrem do mesmo mal que costuma acometer os marxistas e esquerdistas: pensam ser as pessoas mais inteligentes do mundo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Imoralidades canonizadas

No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo.
Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição.
Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio (Richard Halverson).



Por que lutar pela fé entregue aos santos? Por que pregar a sã doutrina? Por que pregar o Evangelho?