sexta-feira, 9 de julho de 2010

Caso Bruno: ilustração macabra das corrupções dos últimos dias

O caso do (ex) goleiro Bruno do Flamengo causou horror em toda a sociedade e soma-se aos fatos da violência feita religião-cultura-tradição que não pode estar ausente do cardápio midiático das notícias mais impactantes que garantem os picos de audiência ou de leitura. O alto grau de perversidade nos detalhes da morte da jovem Eliza Samudio, 25 anos - que encontrou na prostituição, nos “programas” e em filmes pornôs o prazer mórbido e o seu fim seguido da tão desejada fama, só que póstuma - mais parece um roteiro de uma produção fílmica hollywoodiana de terror B.


Acredito nos relatos do primo do goleiro (ou ex) do time de maior torcida do Brasil. De acordo com a polícia, Bruno, que no mínimo testemunhou todo o processo, teria ido tomar cerveja após o assassinato da jovem que foi espancada, estrangulada e esquartejada. Partes do corpo dela foram jogados aos cães como alimento macabro. Sobras de ossos humanos teriam sido concretados. Há muitas semelhanças com sacrifícios humanos em missa negra, só que foi simplesmente o extermínio de uma jovem que era útil enquanto apenas prostituta, mas que se tornou um incômodo, grande transtorno para o atleta a partir de uma gravidez e a necessidade resultante de uma pensão para o filho nascido.

Esses últimos fatos nos levam a uma reflexão: psicopatas, sociopatas, mentes perturbadas podem ser identificados? O caso Bruno parece mostrar que nem sempre, não obstante ele ter declarado que é normal um casal, numa briga, ir para as “vias de fato”, declaração que nunca lhe custou uma punição ou pelo menos advertência num clube de futebol onde a indisciplina e relações perigosas de jogadores com traficantes que lembram gangsterismo tornaram-se corriqueiras: time de maior torcida e maior bagunça administrativa e moral do país. E para Bruno tudo parece normal: preso, é capaz de falar com tranqüilidade de futebol e de suas preocupações de não poder estar na seleção brasileira na copa de 2014 no Brasil. 

Violência banalizada e gratuita. Lembrei-me do cineasta Quentim Tarantino que numa de suas entrevistas disse imaginar que um dia, com tantas banalizações, será comum num restaurante, após a briga de um casal, ver a mulher introduzir num golpe violento o garfo no olho do marido. É deste tipo de pensamento que lhe vem a inspiração para o seus filmes, geralmente com temática violenta. 

Acontecimentos como o que envolve Bruno nos forçam a lembrar e querer montar um quebra cabeça grotesco que só não deixa boquiaberto quem ficou insensível diante da dor do outro após tanta exposição à violência trivializada ou quem já estava preparado para o cenário dos últimos dias. A menina Isabela Nardone morta pelo pai e madrasta, o menino João Vitor, arrastado por quilômetros preso ao cinto de segurança, foram outros dois exemplos que impactaram toda uma sociedade, choque nacional!  

Podemos adicionar muitos outros fatos que não tiveram a mesma repercussão por não terem apresentado as características que os tornaram incomuns e, portanto dignos de ampla repercussão. Em minha experiência como repórter de televisão alguns anos atrás, cobri um caso num bairro periférico aqui em São Luís, do assassinato de uma família inteira por um homem que queria se vingar da ex-mulher que estava entre os mortos: caso que envolveu macumba e a não conformação com a separação. Outro caso foi o de um taxista que matou a mulher, filhos, cunhada, sogro e sogra, revoltado porque a esposa e os filhos freqüentavam uma seita. No interior do Maranhão dois jovens mataram uma família inteira para roubar os bens da casa.

Fatos já tornados comuns: filhos que matam pais, pais que matam filhos, pais que são a um só tempo pais-avôs de uma só criança. Bebês nascidos filhos-netos do homem que os gerou: conseqüência sórdida da pedofilia praticada por um homem com a própria filha. Pedofilia, abuso sexual de menores, homens poderosos soltos, peixes pequenos presos. Garotas de programa cuja opção de vida não pode ser explicada pela pobreza posto que são de classe média, assassinos seriais, degradação moral, corrupção e violência crescente no país e no mundo.      

Um golpe profundo no humanismo e nas pretensões religiosas de fazer do homem salvador de si mesmo, desde que seus atos de bondade superem em número as atitudes más. Golpes fatais são desferidos diariamente nos mitos-utopias da bondade natural do homem e na ilusão do progresso moral da humanidade, como alardeiam os reencarnacionistas, por exemplo. Ilusões como escombros que sepultam outras ilusões. E em meio a tanta utopia religiosa e falsas e narcísicas espiritualidades, a Bíblia Sagrada é a única realista no trato da condição humana.

Os verdadeiros cristãos têm muitas razões para não se impressionar com a violência nossa de cada dia. Não por insensibilidade ou anestesiamento por efeito do hábito, de se acostumar à violência, mas porque todo o cenário dos últimos dias já tinha sido profetizado e registrado dois mil anos atrás. Mesmo assim se sensibilizam por amor ao próximo sofredor, às vítimas indefesas e por um desejo intenso de que algozes e vítimas sejam abençoados pela transformação do novo nascimento.

Eis o que a Palavra de Deus predisse:

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes (2 Timóteo 3.1-5 - NVI).

Profetizando acerca da consumação dos séculos, o Senhor Jesus Cristo falou: 

Quando ouvirem falar de guerras e rumores de guerras, não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Essas coisas são o início das dores” (Marcos 13.7,8 - NVI).

“O irmão trairá seu próprio irmão, entregando-o à morte, e o mesmo fará o pai a seu filho. Filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Marcos 13.12,13 - NVI).

Ou seja, a Bíblia sempre tem razão. Não há progresso moral! Sobra sim, retrocesso ou involução moral. E a história humana, passada e presente, deixa claro que as religiões, com seus anseios mantidos como por alucinógenos, estão erradas, e o único livro digno de plena confiança porque dá amplas provas de que é a Palavra inspirada de Deus aos homens é a Bíblia Sagrada. E é ela que nos deixa muitas mensagens de que podemos encontrar paz e segurança em meio tantas turbulências:

Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade. Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde. Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará (Salmos 37.1-5 – ARA).

Em meio a maldade crescente, “Confie no Senhor”! 


Por Sandro Moraes


São Luís-MA / Brasil


  

Um comentário:

Valdecy Alves disse...

Olá!

Leia artigo isento de sensacionalismo. Uma análise objetiva sobre o caso Bruno. Caso goste, divulgue e comente. Acessar em:

www.valdecyalves.blogspot.com