sexta-feira, 26 de julho de 2013

As manifestações do asfalto e as torções ideologizadas

Por Sandro Moraes

Os protestos que varreram o país e se tornaram conhecidos em todo o mundo deixaram alguns apêndices que puderam ser vistos na última semana. Infelizmente, não foram as manifestações pacíficas que ganharam destaque dessa vez e sim as horrorosas imagens em que bandidos possuídos por fúria quase assassina destruíram vários estabelecimentos comerciais no Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Esta pérola precisa se tornar mais conhecida no Brasil. Compre esta obra e torne-a seu livro de cabeceira. Indispensável para o conhecimento e propagação da verdade bíblica


SINOPSE

Teologia Arminiana: Mitos e Realidades" é um livro envolvente que permite a entrada do leitor na compreensão dos sistemas teológicos de cunho arminiano e calvinista. Escrito por um erudito e arminiano militante, Roger Olson tem como objetivo resgatar o arminianismo clássico e desmistificar certas caricaturas que foram construídas ao longo do tempo. A Teologia Arminiana sempre foi encarada por muitos reformados calvinistas como uma teologia herética, centrada na antropologia e assim considerada semipelagiana. Diante destas acusações, Olson levanta a voz denunciando tais injustiças e propagando que determinados conceitos foram mal compreendidos ou usados de maneira pejorativa e leviana. Partindo dos cinco pontos do calvinismo, a TULIP, Olson apresenta as objeções de Jacó Armínio com clareza e leva o leitor a se posicionar perante conceitos fundamentais da teologia cristã. Soberania, Predestinação, Livre-Arbítrio, Soteriologia e o Caráter de Deus são conceitos intrigantes, que nos movem a ler esta obra de suma importância para o desenvolvimento teológico”.

Sem dúvida alguma, Teologia Arminiana: mitos e realidades, de Roger E. Olson, trata-se de mais uma grande contribuição para o pensar e fazer teológico no contexto da igreja evangélica brasileira.


Comentário adicional

Roger Olson é também autor do excelente "História da Teologia Cristã". Um teólogo, portanto, indispensável para a teologia no país. Sandro Moraes

sábado, 22 de junho de 2013

O “ovo do Diabo” e os jogadores de futebol como pastores neopentecostais. Entrevista especial com Carmen Sílvia Rial

Encontrei hoje esta entrevista no site do Instituto Unisinos e achei interessante publicá-la a despeito de discordar de alguns poucos pontos. Discordo, por exemplo, da primeira metade desta observação da autora: "Ao contrário do catolicismo que prega a simplicidade e concentra-se na vida após a morte, o neopentecostalismo faz das riquezas materiais prova de um bom diálogo com Deus".  Simplicidade apregoada pelo catolicismo nesta existência? A história do romanismo mostra o oposto. A simplicidade, por exemplo, nunca suplantou o luxo e riquezas do vaticano usufruídas pelo clero e inúmeros papas. Embriagados pelo poder os vigários de Cristo se comportaram como verdadeiros anticristos desde o surgimento do catolicismo romano no século IV com Constantino (Sandro Moraes). 

Boa leitura!

Entrevista

Tornar-se pastor evangélico é a aspiração de muitos jovens brasileiros, e uma carreira plausível para um ex-jogador de futebol, constata a socióloga.O neopentecostalismo se difundiu entre atletas desse esporte e oferece uma cosmologia da prosperidade


A presença do neopentecostalismo no futebol é o novo nexo entre futebol e religião que a antropólogaCarmen Sílvia Rial examina em seus recentes estudos. O fenômeno, disse a pesquisadora na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, coincide com o “aumento meteórico das igrejas evangélicas no Brasil”.
E complementa: “É o caso dos jogadores de futebol. A doutrina conhecida como Teologia da Prosperidade está na base das igrejas evangélicas que tiveram maior sucesso no Brasil. Assim, a Modernidade não apenas não acabou com a religião, como previam alguns, mas a reforçou, como é o caso do neopentecostalismo”. De acordo com Rial, “o neopentecostalismo oferece uma cosmologia capaz de integrar as novas experiências de vida destes jogadores (a experiência de viver no exterior, de solidão) assim como possibilita, para os jogadores-celebridades, viver como milionários sem culpa. Ao contrário do catolicismo que prega a simplicidade e concentra-se na vida após a morte, o neopentecostalismo faz das riquezas materiais prova de um bom diálogo com Deus”.
Carmen Sílvia Rial é graduada em Ciências Sociais e Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. É doutora em Antropologia e Sociologia pela Universidade Paris V – Sorbonne. Na Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales cursou pós-doutorado. Leciona no departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. De sua vasta produção bibliográfica, citamos o artigo The ‘Devil’s Egg’: The Football Players as New Missionaries of the Diaspora of Brazilian Religions, publicado na obra The Diaspora of Brazilian Religions(Netherlands: Brill, 2013).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é a relação que podemos estabelecer entre futebol e religião?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Uma Análise do Calvinismo

Philip Schaff

Não podemos deixar este importante assunto sem examinar o sistema calvinista da predestinação à luz da experiência cristã, da razão e do ensino da Bíblia.

O Calvinismo, como vimos, começa de um duplo decreto de predestinação absoluta, que precede a criação, e é o plano divino da história humana. Este plano inclui os estágios sucessivos da criação do homem, uma queda e condenação universal da raça, uma redenção e salvação parcial, e uma reprovação e perdição parcial: tudo para a glória de Deus e para a demonstração de seus atributos de misericórdia e justiça. A história é somente a execução do propósito original. Não pode haver nenhuma falha. O início e o fim, o plano imutável de Deus e o resultado da história do mundo, devem estar em harmonia.

Devemos lembrar logo no início que temos que lidar aqui com nada menos do que a solução do problema do mundo, e devemos abordá-la com reverência e um senso humilde de limitação de nossas capacidades mentais. Estamos situados, por assim dizer, ante uma montanha cujo topo está perdido nas nuvens. Muitos que ousaram subir ao cume perderam sua visão nos ofuscantes montes de neve. Dante, o mais profundo pensador entre os poetas, considera o mistério da predestinação distante demais dos mortais que não podem ver “a primeira causa em sua totalidade,” e profunda demais até para a compreensão dos santos no Paraíso, que desfrutam a visão beatífica, todavia “não conhecem todos os eleitos,” e estão satisfeitos por “desejar o que quer que Deus queira.”[1] O próprio Calvino confessa que, “a predestinação de Deus é um emaranhamento, do qual a mente do homem de forma alguma consegue desprender-se.”[2]

A única saída do emaranhamento é o fio de Ariadne do amor de Deus em Cristo, e este é um ainda maior, mas mais santo mistério, que podemos adorar antes que compreender.