Por Sandro Moraes
“PT estuda tirar aborto de programa para estancar queda de Dilma entre religiosos”. O título da reportagem de destaque publicada nesta terça (05) na Folha de São Paulo, já revela que a intenção do governo de retirar de seu programa o que já foi aprovado no congresso, não se trata de uma mudança resultante de um exame coletivo de consciência que encontrou uma moralidade residual; é demagogia gigante.
A ampla disseminação na mídia, sobretudo na internet, de que a candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, é abortista foi a razão do crescimento de Marina Silva (PV) que adiou a decisão da corrida presidencial para o segundo turno. Pesquisas indicam que Dilma pode ter perdido até 6 milhões de votos, principalmente entre os evangélicos. Tal fato impulsionou a executiva nacional do PT a realizar uma reunião de emergência nas próximas horas para adotar medidas contrárias à própria natureza do esquerdismo. Retirar de um programa de governo a descriminalização do aborto é como cortar a própria carne. É da natureza de partidos de esquerda como o PT lutarem viceralmente pelo abortismo, corolário do ateísmo comum nos partidos de origem marxista e que varre os países dominados pela agenda da esquerda. A propósito, todos os projetos anti-familía e anti-Deus como a legalização do aborto, do casamento gay, a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e a legalização da maconha são bandeiras comuns do esquerdismo e estão naturalmente na agenda petista.