segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Trindade e a Divindade de Cristo; respostas a um jeovista inquieto

Aproveitava poucos dias atrás uma  promoção para comprar livros teológicos numa livraria evangélica que oferecia consideráveis descontos. Encontrei estudantes de teologia e logo estávamos debatendo  temas teológicos. Fomos abordados, repentinamente, por um jovem que ao ouvir nossa conversa começou a fazer muitas e variadas perguntas de natureza filosófica. Fui respondendo e com razoável desempenho, creio (atribuo ao treinamento apologético autodidata que me impús anos atrás). A leitura de dezenas de livros de apologética, ao lado da teologia histórica, tem sido meu maior prazer nos estudos teológicos. Coincidência ou providência divina (creio mais na segunda opção) tenho sido ultimamente abordado por pessoas em livrarias seculares ou evangélicas com questionamentos que exigem tratamento apologético nas respostas que procuro elaborar. 

De volta à última abordagem, o jovem despendeu grande esforço, principalmente para, mais do que entender a doutrina da Trindade, desqualificá-la como ilógica. Desconfiei que se tratava de um jeovista, adepto das testemunhas de Jeová. Respondi que a doutrina em questão só careceria de lógica se ela guardasse uma contradição, o que não é o caso. Só haveria contradição se o Pai, o Filho e o Espírito Santo fossem iguais no mesmo sentido, qual seja, se os três fossem uma e três pessoas ao mesmo tempo ou um e três deuses simultaneamente. Haveria aí uma grave contradição. Mas como eles são três pessoas e um Deus, portanto, o sentido em que são um não é o mesmo sentido em que são três. Há um mistério, não uma contradição. Vendo que ele não estava satisfeito com a resposta, repliquei que não podemos entender completamente a doutrina posto que mentes finitas não podem entender com inteireza a infinitude de uma mente divina ou a ontologia de um Deus. No que ele respondeu: 

- Então não podemos conhecer a Deus! 

- Podemos, sim! Podemos conhecer tudo o que Deus decidiu revelar acerca de Si mesmo ao homem. Isso podemos conhecer!, repliquei.   

domingo, 6 de agosto de 2017

A mulher vestida de sol simboliza Maria e sua ascensão física ao céu?

E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
(Apocalipse 12:1-6)


Teólogos católicos romanos interpretam que esse texto que fala de uma mulher que dá à luz uma criança que irá governar todas as nações com cetro de ferro é uma narrativa referente a Maria e seu filho Jesus Cristo, passagem escriturística usada pelo romanismo para sustentar o dogma da ascensão corpórea de Maria ao céu. Essa interpretação estaria correta?