sexta-feira, 2 de julho de 2010

Todos os caminhos levam a Deus ou o caminho de Cristo?

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6, ARA).

Os proponentes do ecumenismo alardeiam que, assim como é possível chegar ao topo de uma montanha por qualquer dos lados dela, pode-se chegar a Deus por meio de qualquer religião - daí a ideologia “todos os caminhos levam a Deus”. Assim crêem os universalistas: todas as religiões salvam. Evoca-se então a necessidade de respeito fraterno e mútuo entre elas, já que todas levam a mesma realidade, Deus. 

Rotulados de exclusivistas e intolerantes, os cristãos, não compactuates com essa cosmovisão, são até mesmo acusados de estreiteza intelectual por asseverarem que o único caminho para se chegar e conhecer a Deus é Jesus Cristo.

Outra ilustração clássica para validar o ecumenismo é a narrativa de um grupo de homens vendados ou cegos, colocados para tocar em partes diferentes de um elefante - animal que não conheciam - para em seguida descrever a experiência.  As descrições, não coincidentes, ao contrário, bem diferenciadas, servem de insumo para a seguinte construção: assim como os homens descreveram o elefante de modo diferente, não obstante terem apalpado o mesmo elefante, só que partes diferentes dele, o mesmo acontece no campo religioso. Conclui-se que os diferentes grupos religiosos experimentam o mesmo Deus, apesar de o “explicarem” de modos diversos. Tal reducionismo mostra-se insano e em grande dificuldade inicialmente com a identificação ou comparação de Deus com um elefante. Isto sim é miopia intelectual. 

A dificuldade em sustentar esses ideais fica explícita ao desnudarmos a hipocrisia das vozes da fraternidade universal. Todas as expressões religiosas são exclusivistas, ou seja, crêem deter a verdade única, e fazem proselitismo: pescam no aquário alheio. Quando defendem o diálogo – como propõe o romanismo - o fazem na intenção de que prevaleça o seu “entendimento”, a sua “interpretação” da “verdade”.

Digo que o ecumenismo, quando não é uma das bandeiras mais hipócritas e enganosas, é uma das maiores expressões de irracionalidade humana. Como podem doutrinas tão antagônicas, tão opostas entre si, serem a um só tempo a verdade? Toda religião ou seita acredita que está em seu poder a verdade absoluta, acredita que a verdadeira fé e salvação estão em seu interior. Se uma idéia religiosa é a verdade, então, coerente e logicamente, o oposto não pode ser verdadeiro, sendo a mentira inescapavelmente. E a relativização da verdade, ou seja, aquilo que é a verdade para mim pode não ser a verdade para você, ou vice-versa, também não é possível na esfera religiosa, assim como dois mais dois não pode ser cinco. No campo das espiritualidades a lógica é a das certezas matemáticas; se uma doutrina é verdadeira, aquilo que é antagônico, automaticamente é “mentira”!  Todas as religiões, tão diferentes entre si, inclusive no tocante à salvação, não podem estar corretas simultaneamente. E de um modo geral as religiões ensinam e praticam coisas diametralmente opostas.

Não, todos os caminhos não levam ao mesmo Deus, todas as fés do mundo não podem, concomitantemente, ter conhecimento do mesmo ser divino. 

Não obstante todas as diferenciações doutrinárias profundas e superficiais, há um ponto em comum em todos os grupamentos religiosos: apregoam a salvação pelas obras. Todavia, a violência onipresente e crescente na história da humanidade é um tapa na cara das ilusões humanistas de que o homem é naturalmente bom. Todo o esforço humano para agradar a divindade é inútil e desvairado, deslumbramento irracional advindo das pretensões narcísicas.


Jesus Cristo versus Religião 

Estando explícita a irracionalidade do ecumenismo pode-se seguramente afirmar: todas as religiões estão erradas! Todas elas fundamentam-se em uma mentira básica: a auto-salvação.

Quem disse isso não fui eu, nem os cristãos. Quem denunciou todas as expressões religiosas como mentirosas foi ninguém menos que o próprio Senhor Jesus Cristo. 

Atente para as palavras contundentes, inconfundíveis, objetivas e de significado único do mestre. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. 

Os artigos definidos antes das palavras “caminho” e “verdade” excluem qualquer alternativa de salvação e solapam as pretensões ecumênico-universalistas. Quando Jesus diz que é “o” caminho por meio do qual chegamos a Deus, está afirmando que a noção de que “todos os caminhos levam a Deus” é uma mentira!

Quando afirma ser “a” verdade, em absolutizando-a, anula a relativização dela. Só há uma verdade absoluta: Cristo é o único caminho que conduz a Deus e é Ele quem declara isto e a história demonstra a certeza disso. E Jesus apresentou durante sua vida e ministério todas as credenciais de messianidade que não nos deixam opção fácil: ou acreditamos em Cristo e o aceitamos com tudo aquilo que Ele disse acerca de Si mesmo ou o negamos e o rejeitamos como louco e mentiroso. Se Jesus diz ser o caminho, a verdade e a vida, ou aceitamos tal declaração como a verdade absoluta proferida pelo Deus-homem, ou a rejeitamos como algo dito por um lunático; não há meio termo.

E temos razões de sobra para considerar as palavras de Jesus. Elas foram ditas por alguém que nunca pecou, que não pode ser acusado de crime nenhum e desafiou seus inimigos a convencerem-no de pecado. Jesus realizou diversos milagres como credenciais de que era o Deus-homem-salvador da humanidade, e ressuscitou como havia dito. O túmulo está vazio até hoje.

E o endosso de personagens cujas vidas magistralmente transformadas são evidências gritantes de que Cristo ressuscitou mostram o testemunho harmônico das Escrituras. O apóstolo João registrou a advertência de Jesus Cristo para aqueles que não crêem nas palavras dEle: “Porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8.24, ARA).

O apóstolo Pedro reafirmou o ensino do Mestre de ser o único caminho da redenção. Ele afirmou o seguinte acerca de Jesus Cristo: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12, ARA).

Uma mente digna de respeito concorda: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem’ (São Paulo, 1 Timóteo 2.5).



A Torre de Babel, símbolo das religiões

A arrogância narcisista no homem é bem antiga. Se o espírito religioso surgiu em Caim, a religião institucionalizada apresentou seus precursores em Babel, cidade com uma torre ao centro edificada para chegar ao céu e exaltar homens como deuses. Babel talvez tenha sido o primeiro grande centro ocultista de adoração. 

Babel: a perfeita representação das religiões e suas finalidades, representação do desejo humano de chegar ao céu por conta e empenho próprio, sem a necessidade de Deus. Babel: local onde Deus pôs o homem no seu lugar, cessou a construção da cidade e da torre e confundiu o homem e sua linguagem, mostrando que ninguém pode alcançar o céu pelos seus próprios esforços e méritos. Babel: um recado claro dado a humanidade de que só Deus define os meios e métodos para a redenção humana. Babel: a mensagem inequívoca de que somente Deus pode oferecer o caminho para a vida eterna.

E o caminho que leva ao único Deus, o caminho por meio do qual podemos conhecer e ter um relacionamento vivo e pessoal com o Deus Pai, Deus vivo e verdadeiro, é Jesus Cristo.

Se a humanidade pudesse chegar a Deus por conta própria, Jesus Cristo não precisaria ter morrido na cruz. Nada podemos acrescentar à obra de Cristo. Nossa única responsabilidade é aceitar o fato de que Jesus é o único caminho que leva à Deus, à vida eterna e à salvação. Ele mesmo disse isto e ressurgiu dos mortos para nos dá a garantia de ser verdadeiro o que disse ser: O caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por Ele.

ALELUIA!!!


Por Sandro Moraes

São Luís-MA / Brasil  

    

7 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

Graça e Paz meu querido irmão.Bela reflexão,mais bela ainda por se tratar desse maravilhoso texto bíblico(jo 14)que foi o da minha conversão à aproximadamente 20 anos.Sou seu mais novo seguidor...e conferir textos inspirados pelo Espírito de Deus como este.Que Deus continue ti usando...

Presb. Fabio Scofield disse...

Olá Irmão Sandro, Graça e Paz...

Cristo é o Caminho estreito para a Porta estreita que leva a salvação, mas poucos a encontrarão.
"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”.(Mt-7:14). Isto prova que existem outras portas e outros caminhos, mas só a porta estreita e o caminho estreito, leva a Deus, e o estreito representa Cristo e sua salvação, e o largo representa o mundo e sua perdição.
Estou colocando se blog na minha lista de favoritos, tudo bem?.
Deus te abençoe...

disse...

Bom, se levarmos em conta que todos comparecerão diante de Deus, Muitos irão por vários caminhos,uns para condenação e outros para Salvação. Pois todos comparecerão diante de dele. Mas só Jesus é o caminho certo. Paz!

Rafaela disse...

Acho complicado e preconceituoso dizer aqui que é insano ou miopia intelectual ,comparar Deus a um elefante. Ganesha realmente não é Deus nem aqui nem na India, existe toda uma história , um contexto de cultura em cima disso.Deus é um só . ele é amor .Somos o próprio amor ,pois somos partes integrantes de Deus,Por isso Jesus disse: Amai uns aos outros.Se vc ama o próximo automaticamente está amando Jesus e Deus.Deixemos as divergencias culturais de lado , apaenas pratique o amor e a devoção, faça como Cristo , tenha a sua consciência 100% voltada para Deus , e infelizmente os orientais ou leste -asiáticos vivem muito mais a devoção do que nós. Já dizia Gandhi- grande admirador de Jesus-" Eu seria Cristão se estes o fosse 100%" Deus é único sim e onipresente.

Fernando Ortega disse...

Caros, não sei a religião predominante aqui, mas quando Jesus diz que é o único caminho, isso não significa que o Catolicismo é o único caminho. Por que os católicos sustentam este pensamento? me.fernando@yahoo.com.br

Profª Rafaela disse...

O Caminho para se chegar a Deus é o amor e a devoção.Jesus veio para falar de amor." Amais uns aos outros como a ti mesmo" Só isso.Somos partes integrantes de Deus,como um fio de cabelo.Fique longe de Religiões,renda-se a Deus . se vc está na Católica ou Hindu, ou hare Krsna , ou evangélico... saiba que Deus é um só ,é amor , Ele é onipresente.Brigas de REligiões é deixar vc preso à mente .Fiquem com Deus.rafadorto@gmail.com

Rafaela disse...

Aquele que visualizou o princípio do Atma (Divindade) que anima tudo não pode condenar a religião de ninguém. Ele nunca entrará em qualquer disputa ou conflito religioso. Ele nunca falará de uma forma leviana ou humilhante sobre a fé do outro. Ele nunca perturbará ou desprezará a fé sustentada por outro. Só os ignorantes, sem experiência espiritual, apenas esses que não conhecem a essência da Verdade se envolverão na condenação da fé dos outros. É muito impróprio ao homem tolerar ou estimular conflitos religiosos, ridicularizar os ritos e cerimônias pelos quais os outros adoram Deus e rotular as práticas religiosas de outras pessoas como "superstições". Pois cada um tem aceitado e se firmado em uma prática, desde que ela lhe confira Ananda (bem-aventurança)!”