segunda-feira, 19 de julho de 2010

Resposta às pretensões do Governo Brasileiro de estatizar a família


Reproduzo abaixo mais uma relevante pesquisa que foi publicada no início deste ano, que mostra a importância da disciplina dos filhos para o futuro delas. Como cristãos com postura pró-família precisamos reagir às pretensões do governo de ocasionar uma tragédia nas famílias brasileiras. A decisão de como criar os filhos é exclusiva dos pais, das famílias, e a tentativa do estado de desempenhar este papel, não coincidentemente, lembra muito a estatização das pessoas nos governos comunistas. Se não reagirmos, permitiremos a criminosa interferência governamental que irá solapar a autoridade dos pais e inverter os papéis. O governo quer dizer que quem manda é o filho.





Crianças novas que recebem disciplina física se tornam adolescentes mais felizes e bem sucedidos

Thaddeus M. Baklinski

GRAND RAPIDS, Michigan, EUA, 5 de janeiro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um estudo realizado nos EUA indica que uma surra não é prejudicial para as crianças e, aliás, declara que crianças que foram fisicamente disciplinadas quando eram novas, entre as idades de 2 e 6, se tornaram adolescentes mais felizes e bem sucedidos e tiveram um melhor desempenho na escola, e tiveram mais probabilidade de fazer trabalho voluntário e querer ir para a universidade do que aqueles que nunca foram surrados. 

O estudo, conduzido sob o patrocínio do Estudo dos Perfis da Vida Americana (EPVA) {http://pals.nd.edu/} e feito pela Dra. Marjorie Gunnoe, professora de psicologia na Faculdade Calvin em Grand Rapids, Michigan, revelou que há falta de evidências provando que uma surra prejudica as crianças, e que o uso sensato da surra como conseqüência normal para a má conduta é benéfico para as crianças.

“Não há base para as alegações que se fazem contra a surra disciplinar. Elas não estão em coerência com os dados”, disse Gunnoe.

“Penso na surra como um instrumento perigoso, mas há ocasiões em que há uma tarefa grande o bastante para um instrumento perigoso — não podemos simplesmente usá-lo para todas as nossas tarefas”, acrescentou ela.

A professora Gunnoe entrevistou 2.600 adolescentes, fazendo-lhes perguntas sobre surras. Ela constatou que quando as respostas dos participantes foram comparadas com sua conduta, tais como sucesso acadêmico, otimismo sobre o futuro, conduta anti-social, violência, ataques de depressão, aqueles que haviam sido fisicamente disciplinados só entre as idades de dois e seis tiveram o melhor desempenho em todas as medidas positivas.

Aqueles que haviam sido surrados entre sete e onze exibiam conduta mais negativa, mas ainda assim tinham mais probabilidade de obter sucesso acadêmico.

Em casos em que a disciplina física continuou além da idade de 12, ou naqueles que nunca haviam recebido castigo físico, os filhos tiveram um desempenho mais fraco nos indicadores que foram levados em consideração. A Dra. Gunnoe constatou que quase um quarto dos adolescentes no estudo relatou que jamais foram surrados.

O Conselho Americano de Pediatria (CAP) declara que uma surra disciplinar aplicada pelos pais pode ser eficaz quando utilizada de forma apropriada. “É claro que os pais não deveriam se apoiar exclusivamente na surra disciplinar para controlar a conduta de seus filhos”, diz a declaração de posição da organização. “As evidências indicam que pode ser uma parte útil e necessária de um plano bem sucedido de disciplina”.

De acordo com o CAP, a disciplina eficaz tem três componentes: um relacionamento de amor e apoio entre pais e filhos; uso de incentivos quando as crianças têm bom comportamento; e, uso de castigo quando as crianças se comportam mal. 

Muitos pais que temem usar uma surra como castigo afirmam que a surra ensina conduta fisicamente agressiva que a criança imitará.

Aric Sigman, psicólogo e autor do livro “The Spoilt Generation: Why Restoring Authority will Make our Children and Society Happier” (A Geração Estragada: Por que restaurar a autoridade tornará nossos filhos e a sociedade mais felizes), comentou os resultados da pesquisa da professora Gunnoe.

“A ideia de que dar palmadas e violência estão na mesma categoria é uma maneira bizarra e doentia de ver aquilo que é castigo para a maioria dos pais”, ele disse ao jornal Daily Mailda Inglaterra.

“Se um pai que normalmente é afetivo e sensível à criança aplica de forma sensata a disciplina, a sociedade não tem por que se queixar e se enfurecer. Os pais precisam somente aprender a distinguir a disciplina de um murro na cara”.


Leia os artigos relacionados de LifeSiteNews:

American College of Pediatricians: "It's Okay for Parents to Spank"; Suggests Guidelines
UN Continues to Push for Criminalization of Spanking
Canada's Top Court Criminalizes Spanking Under 2, Over 12 and With Any Objects 
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês:http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jan/10010507.html

Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

3 comentários:

Alexandre Pitante disse...

Paz do Senhor, Sandro.

Como sempre um belo texto. E excelente a iniciativa de postar esta pesquisa, precisamos gritar e quanto mais alto e mais pessoas estiverem engajadas melhor.

Isso não pode acontecer. Dar comida, uma boa educação em colégios bons, roupa e entre outras coisas que uma criança precisa o governo não faz. Agora, interferir em como eu educo minha milha.... Há corta essa...

Abraço em Cristo, Alexandre Pitante.

f.h.f.c disse...

Amigo sandro, tudo bem, irmão?
Olha, fiquei muito feliz com seu comentário, muito mesmo. Não sabia que tu tinhas um Blog e adorei lê-lo, de ver sua fé e sua maneira de tentar levar Deus aos lares e famílias.
No meu blog, vou mostrar algumas coisas que vão desagradar os poderosos sempre. Sandro, as críticas que faço, são duras, mas verdadeiras, são honestas são na verdade, minha revolta diante do descaso que se encontra minha Cidade. Quando faço isso, acabo sendo alvo e mais, acabo saindo machucado muitas vezes, pois antes tinham pessoas que gostavam de mim e hoje sei que já nao sou pessoa bem vinda, mas a vida tem que seguir, nao é mesmo? Estou em Brasilia, eu vim a trabalho e irei para São Paulo na quinta feira novamente, devo chegar em Sao Luis no domingo, levando novidades na mala. Ligarei no programa e te contarei.
Gosto de você de graça.
Um grande abraço, meu amigo!
Atenciosamente,
Fábio Henrique

Presb. Fabio Scofield disse...

Olá! Irmão Sandro, Graça e Paz...

Louvo a Deus pela sua vida, e pela sabedoria que Ele lhe deu, principalmente quando você aborda de forma tão maravilhosa, temas tão controversos como este. Verdadeiramente, a família é um projeto de Deus, mas é também o maior alvo do adversário, que tenta de todas, as maneiras, destruir a nossa família, quando não consegue diretamente, tenta outros meios, mais sutis, já interferiram na educação, agora tentam interferir na correção, essa que só diz respeito aos pais ou aos responsáveis legais; e não das autoridades, por mais que sejam competentes. A correção dos filhos, é uma ordenação do nosso Deus, que diz: (Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaieis quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. (Hb-12:4-8).

Irmão Sandro, Deus continue abençoando ricamente sua vida e sua família, em nome de Jesus...